Piodermite — ilustração — Amo Resumos

Piodermite: sintomas, causas e tratamento

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Piodermite — ilustração — Amo Resumos

A piodermite é qualquer infecção bacteriana purulenta da pele, causada principalmente por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Engloba quadros como impetigo, foliculite, furúnculo, ectima e erisipela, com lesões que vão de crostas melicéricas a abscessos e placas inflamatórias dolorosas.

resumo de 30 segundos
  • Infecção bacteriana piogênica da pele; agentes principais: S. aureus e S. pyogenes.
  • Formas: impetigo, foliculite, furúnculo/carbúnculo, ectima, erisipela e celulite.
  • Impetigo: crostas cor de mel (melicéricas), muito contagioso, comum em crianças.
  • Diagnóstico clínico; cultura útil em casos graves, recorrentes ou suspeita de resistência.
  • Tratamento: antibiótico tópico nas formas leves, sistêmico nas extensas; drenar abscessos.

O que é piodermite

A piodermite (ou piodermatite) é o termo que reúne as infecções bacterianas purulentas da pele. A palavra vem de “pio” (pus) + “derme” (pele), indicando lesões com formação de pus. A maioria das piodermites é causada por bactérias gram-positivas: Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Conforme a profundidade e a estrutura acometida, a piodermite recebe nomes diferentes — impetigo, foliculite, furúnculo, ectima, erisipela e celulite.

Em prova, a piodermite é cobrada pelo reconhecimento das formas clínicas e pela escolha do antibiótico. Saber que a piodermite mais superficial e contagiosa é o impetigo, e que a erisipela atinge a derme com linfáticos, ajuda a acertar a maioria das questões.

Causas e fisiopatologia

A piodermite surge quando a barreira cutânea é rompida (microtrauma, picada, dermatite, fissura) e bactérias colonizadoras invadem a pele. O S. aureus é o agente mais comum das piodermites foliculares e do impetigo bolhoso; o S. pyogenes predomina na erisipela e participa do impetigo não bolhoso. Calor, umidade, má higiene, diabetes e imunossupressão favorecem a infecção.

Formas clínicas de piodermite
FORMA ESTRUTURA / LESÃO AGENTE
ImpetigoEpiderme; crostas melicéricas/bolhasS. aureus, S. pyogenes
FoliculiteFolículo piloso; pústula centrada no peloS. aureus
Furúnculo/carbúnculoFolículo + derme; nódulo doloroso, abscessoS. aureus
EctimaÚlcera com crosta; impetigo profundoS. pyogenes
ErisipelaDerme/linfáticos; placa eritematosa bem delimitadaS. pyogenes
Piodermite — ilustração — Amo Resumos
Ilustração de Piodermite.

Sinais e sintomas

As manifestações da piodermite variam com a forma. As superficiais cursam com pústulas, crostas e prurido; as mais profundas adicionam dor, calor, edema e, às vezes, febre. A erisipela tem início abrupto, placa vermelha bem delimitada, quente e dolorosa, frequentemente em membro inferior ou face, podendo vir com sintomas sistêmicos.

  • Impetigo: crostas cor de mel, vesículas/bolhas, muito contagioso.
  • Foliculite: pústulas pequenas centradas no folículo piloso.
  • Furúnculo: nódulo doloroso e flutuante que drena pus.
  • Erisipela: placa eritematosa quente, bordas nítidas, febre.
  • Sinais de alarme: dor desproporcional, bolhas, necrose, instabilidade (descartar fasciíte).

Diagnóstico

O diagnóstico da piodermite é clínico, baseado no reconhecimento da lesão. Cultura com antibiograma é reservada a casos graves, recorrentes, em imunossuprimidos ou com suspeita de S. aureus resistente à meticilina (MRSA). Hemograma e marcadores inflamatórios ajudam nas formas com repercussão sistêmica.

Tratamento por forma
SITUAÇÃO CONDUTA
Impetigo localizadoAntibiótico tópico (mupirocina, ácido fusídico) + higiene
Impetigo extensoAntibiótico oral (cefalexina ou amoxicilina-clavulanato)
Furúnculo/abscessoDrenagem cirúrgica; antibiótico se sinais sistêmicos
ErisipelaPenicilina/cefalexina; elevar membro, repouso
Suspeita de MRSASulfametoxazol-trimetoprima ou clindamicina; cultura

Tratamento

O tratamento da piodermite depende da extensão e da profundidade. Formas leves e localizadas respondem a antibiótico tópico e medidas de higiene; quadros extensos ou com sintomas gerais exigem antibiótico sistêmico cobrindo estafilococo e estreptococo. Abscessos e furúnculos flutuantes precisam de drenagem. Sempre tratar fatores predisponentes (controlar diabetes, tratar dermatite de base, cuidar de portas de entrada).

Em furunculose de repetição, vale investigar e descolonizar o portador de S. aureus nas narinas, com mupirocina nasal e cuidados de higiene, além de orientar lavagem das mãos e não compartilhar toalhas. Na piodermite recidivante e em pacientes hospitalizados, cresce a preocupação com o S. aureus resistente à meticilina (MRSA), que muda a escolha do antibiótico para sulfametoxazol-trimetoprima, doxiciclina ou clindamicina, idealmente guiada por cultura e antibiograma.

É essencial reconhecer os sinais de gravidade que tiram o caso do território da piodermite simples. Dor desproporcional ao exame, evolução rápida, bolhas hemorrágicas, crepitação, áreas de necrose e sinais de sepse apontam para fasciíte necrosante, uma emergência cirúrgica. Nessas situações, não basta antibiótico: é preciso avaliação cirúrgica imediata, desbridamento e suporte intensivo.

Erisipela x celulite
CARACTERÍSTICA ERISIPELA CELULITE
ProfundidadeDerme superficial e linfáticosDerme profunda e subcutâneo
BordasNítidas, em degrau, elevadasMal delimitadas
Agente típicoS. pyogenesS. aureus, S. pyogenes
InícioAbrupto, com febre altaMais insidioso
💡 pérola de prova

Crosta cor de mel (melicérica) = impetigo. Placa vermelha quente, bem delimitada, com borda em degrau e febre = erisipela (estreptococo). Complicação não supurativa do estreptococo a lembrar: glomerulonefrite pós-estreptocócica após piodermite.

“PUS na pele: Pyogenes e aureuS são o Início, Superfície (impetigo) ou profundo (erisipela).”

Lembra os dois agentes-chave da piodermite e o eixo superficial-profundo das formas clínicas.

Perguntas frequentes sobre Piodermite

Perguntas frequentes

O que é piodermite?

É qualquer infecção bacteriana purulenta da pele, causada principalmente por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. O termo reúne quadros como impetigo, foliculite, furúnculo, ectima e erisipela, com lesões que variam de crostas e pústulas a abscessos e placas inflamatórias dolorosas, conforme a profundidade acometida.

Quais bactérias causam piodermite?

As principais são bactérias gram-positivas: Staphylococcus aureus, mais ligado a impetigo bolhoso, foliculite e furúnculo, e Streptococcus pyogenes, predominante na erisipela e no ectima. A infecção ocorre quando a barreira da pele é rompida por trauma, fissura ou dermatite, permitindo a invasão bacteriana.

Como tratar a piodermite?

Depende da forma. Quadros leves e localizados usam antibiótico tópico, como mupirocina, e higiene. Formas extensas ou com sintomas gerais exigem antibiótico oral cobrindo estafilococo e estreptococo, como cefalexina. Abscessos e furúnculos precisam de drenagem, e fatores predisponentes como diabetes devem ser controlados.

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Conclusão

A piodermite é um tema de alto rendimento em dermatologia e infectologia: reconhecer impetigo, foliculite, furúnculo, ectima e erisipela, lembrar dos agentes (S. aureus e S. pyogenes), drenar abscessos e escolher o antibiótico certo resolve a maioria das questões. Não esqueça das complicações estreptocócicas, como a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

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Fontes consultadas: tratados de clínica médica e diretrizes das sociedades brasileiras de especialidade. Conteúdo revisado para fins didáticos.