Metabolismo de aminoácidos: AST, ALT e mais — Amo Resumos

Metabolismo de Aminoácidos: Transaminação e Desaminação

As proteínas que comemos e as do nosso próprio corpo são constantemente recicladas. Quando um aminoácido precisa ser usado para energia ou convertido em outra molécula, ele passa por reações de transaminação e desaminação. Entender o metabolismo dos aminoácidos é a chave para temas como o ciclo da ureia, as enzimas hepáticas (AST/ALT) e erros inatos como a fenilcetonúria.

Neste guia: transaminação, desaminação, o transporte de amônia, aminoácidos glicogênicos vs cetogênicos e as correlações clínicas.

resumo de 30 segundos
  • Transaminação: transfere o grupo amino para o α-cetoglutarato → glutamato (enzimas AST e ALT, dependentes de vitamina B6).
  • Desaminação: remove o amino como amônia (glutamato desidrogenase).
  • A amônia é transportada com segurança como glutamina e alanina.
  • Aminoácidos são glicogênicos (viram glicose) ou cetogênicos (viram corpos cetônicos), ou ambos.
  • AST e ALT são marcadores de lesão hepática.

Transaminação: o ponto de partida

Na transaminação, o grupo amino de um aminoácido é transferido para o α-cetoglutarato, formando glutamato. As duas enzimas mais importantes — e mais cobradas — são a AST (TGO) e a ALT (TGP), ambas dependentes do piridoxal-fosfato (vitamina B6) como cofator. É por isso que o glutamato é o “coletor central” de grupos amino do corpo.

💡 ciclo glicose-alanina

O músculo transfere o amino para o piruvato, formando alanina, que viaja até o fígado. Lá, a alanina vira piruvato (para gliconeogênese) e o amino entra no ciclo da ureia. É o ciclo glicose-alanina — análogo ao ciclo de Cori, mas carregando nitrogênio.

Glicogênicos vs cetogênicos

classificação dos aminoácidos
TIPOVIRAMEXEMPLOS
GlicogênicosGlicose (via piruvato/intermediários do Krebs)Maioria
Cetogênicos purosCorpos cetônicos / Acetil-CoALeucina e Lisina (só esses 2)
AmbosGlicose e corpos cetônicosFenilalanina, Isoleucina, Tirosina, Triptofano

Mnemônico dos cetogênicos puros: “só a Leucina e a Lisina” (as duas com L).

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Correlações clínicas

relevância clínica
CONDIÇÃOMECANISMO
AST e ALT elevadasMarcadores de lesão hepatocelular (hepatites, esteatose). Relação AST/ALT > 2 sugere doença alcoólica.
Fenilcetonúria (PKU)Deficiência de fenilalanina hidroxilase → acúmulo de fenilalanina; triagem no teste do pezinho.
Doença da urina em xarope de bordoDefeito no catabolismo de aminoácidos de cadeia ramificada (leucina, isoleucina, valina).

Conclusão

O metabolismo dos aminoácidos conecta a digestão de proteínas à energia e ao ciclo da ureia: a transaminação coleta os grupos amino no glutamato, a desaminação libera a amônia, e os esqueletos de carbono viram glicose ou corpos cetônicos. Dominar AST/ALT, o ciclo glicose-alanina e os erros inatos (PKU) cobre o que cai em prova.

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Fontes consultadas: Lehninger — Princípios de Bioquímica (Nelson & Cox); Harper — Bioquímica Ilustrada; Berg — Bioquímica (Stryer). Conteúdo de bioquímica estabelecida, revisado para fins didáticos.